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sábado, 11 de junho de 2011

ENTRE A LUZ E AS TREVAS


Eram épicos os dias de saudades nos arcos onde girava o corpo meio matéria, a semi matéria de um amanhecer de mais uma noite. A dor se estendia como elástico e o meio plastico zumbi vagando gemia ás cegas. Onde estavam os amigos, a família , as pessoas? Não sabia o moribundo ambíguo. Seus jornais, livros, seu intelecto, suas medalhas, nada mais havia. A consciência era um louco espiral sem nexo. Este momento durou a eternidade e, o senhor do farol acendeu um caminho sob os pés cansados, desenhou um atalho estreito. Não sabia para onde levaria o demarcado tópico. Avante sempre avante, nenhuma pausa. Riscando o pastoso solo meio esverdeado, vezes se estava em lugar estranho , desconhecido, vezes em ruas conhecidas. Uma hora um terror outra hora um pomar, um jardim, um meio sol. Uma faísca de esperança fumegava sob a tenebrosa visão caótica. Uma canção fúnebre invadia os tímpanos semi vivos. No ar pesado quase palpável os odores de flores e perfumes se misturavam ao fedor das carnes putrefatas. Um grito de horror anunciava as infindáveis cenas perturbadoras de entes que se contorciam desesperados. E o miserável apanhava dores na densidade do ar. Era surrealismo? Era sonho? Um pesadelo infindo? Todas as cores borravam a visão, cores negras, opacas, vultos de coisas indescritíveis, formas indecifráveis, Gargalhadas repentinas se misturavam aos prantos angustiados. A fome , a sede, o frio contrastavam-se com a saciedade de um estomago abundado de coisas sólidas e liquidas e um calor infernal. Eram assim, repentinas mudanças de estados de sentidos e fenômenos, Estava entre os sonhos e os terrores, entre o desejo de obter alguma vitória sobre as trevas e certeza da derrota. Seres bons tentavam se aproximar, seres maus tentavam controlar toda a situação. O que fez para passar por tudo isso?

Este que vos falo era eu. Foram tempos que não somo, foram eternidades, até que fui arrastado para a luz, percebi que não me feria. E hoje eu resolvi não penetrar na podridão da vida que experienciei no inferno denso para quem não conheceu o céu quando encarnado como eu. Erros meus, crimes e violências não foram hediondos e nem mortais. Imaginava que se a vida do Espirito continuaria após o corpo morrer , certamente que eu não passaria pelo que passei, mas estava enganado. A tortura me esperava. E o meu maior monstro era a minha própria consciência, até que Deus teve misericórdia dos meus pavores e enviou os anjos para me resgatarem, Hoje estou aqui ainda me recuperando, Não estou pronto ainda para falar da reencarnação que tive. Mas, deixo o meu conselho baseado na faculdade dos meus tormentos : Conheçam o amor, e quando conhecerem, sintam, deixem que o amor penetre vossos pensamentos, vossos sentimentos e que seja o alimento para todas as necessidades, Que o amor seja o motor e a razão de vossas experiências”

Cristo vos proteja.



(Espirito não se identificou)